GPT-4 ainda existe como modelo legado na API da OpenAI, mas não está mais disponível dentro do ChatGPT e será desligado da API em 23 de outubro de 2026. Isso significa que ele não deve ser escolhido para um projeto novo e que aplicações antigas ainda baseadas em gpt-4 precisam ser migradas antes dessa data.
O modelo foi retirado do ChatGPT em 30 de abril de 2025. Atualmente, o ChatGPT utiliza famílias de modelos mais recentes, cuja disponibilidade varia conforme o plano e o produto. Para desenvolvedores, a tabela oficial de descontinuações recomenda gpt-5.6-sol como substituto direto do GPT-4, enquanto o catálogo atual também apresenta modelos mais novos para projetos que podem ser redesenhados.
Status verificado em 8 de outubro de 2026. A disponibilidade, os modelos recomendados e as datas de desligamento podem mudar; confira a documentação oficial antes de publicar, contratar ou implantar uma migração.
Status atual do GPT-4
| Pergunta | Resposta atual |
|---|---|
| O GPT-4 está disponível no ChatGPT? | Não. Ele foi retirado do ChatGPT em 30 de abril de 2025. |
| O GPT-4 ainda funciona na API? | Sim, temporariamente, por meio de identificadores legados compatíveis. |
| Quando a API será desligada? | 23 de outubro de 2026 para gpt-4, gpt-4-0613 e aliases relacionados listados pela OpenAI. |
| É recomendado para um projeto novo? | Não. O modelo está marcado como Deprecated. |
| Qual substituto oficial foi indicado? | gpt-5.6-sol na tabela de descontinuação do GPT-4. |
| O GPT-4 atual da API aceita imagens? | Não. A página atual de gpt-4 documenta entrada e saída de texto. |
| O GPT-4 é gratuito? | Não como produto oficial atual. O acesso legado pela API é cobrado por uso. |
A fonte mais importante para confirmar o estado do modelo é a página oficial de descontinuações da API da OpenAI. Uma página de modelo continuar publicada não significa que ele permanecerá acessível por tempo indeterminado.
O que é GPT-4?
GPT-4 é um sistema de inteligência artificial apresentado pela OpenAI em 14 de março de 2023. Ele sucedeu o GPT-3.5 e representou um avanço importante em tarefas como compreensão de instruções complexas, produção de texto, programação, resumo, classificação e análise de problemas.
Na publicação original do GPT-4, a OpenAI o descreveu como um modelo multimodal capaz de receber texto e imagens e gerar texto. A empresa também apresentou resultados em exames simulados e benchmarks acadêmicos e profissionais.
Esses resultados históricos precisam ser interpretados com cuidado. Eles mediam tarefas específicas e não significavam que o modelo possuía inteligência humana geral, que suas respostas eram sempre corretas ou que ele estava apto a substituir especialistas.
O GPT-4 também não pesquisava automaticamente a internet. Acesso à web, análise de arquivos, execução de código e outras funções dependiam do produto, das ferramentas e da aplicação construídos ao redor do modelo.
GPT-4 e ChatGPT são a mesma coisa?
Não. GPT-4 é um modelo; ChatGPT é um produto que pode utilizar diferentes modelos e ferramentas ao longo do tempo.
| Termo | Categoria | Função | Status |
|---|---|---|---|
| GPT-4 | Modelo | Geração e compreensão de texto; o sistema histórico também incluiu visão | Legado e em processo de desligamento na API |
| ChatGPT | Produto | Conversa, pesquisa, arquivos, voz, imagens, projetos e outras ferramentas | Ativo, usando modelos mais recentes |
| OpenAI API | Plataforma para desenvolvedores | Integra modelos e ferramentas a aplicativos próprios | Ativa, com catálogo e cobrança separados do ChatGPT |
Assinar o ChatGPT Plus não fornece acesso ao GPT-4 original atualmente. Também não inclui automaticamente créditos da API. A assinatura do ChatGPT e o uso da OpenAI API possuem cobranças, limites e interfaces diferentes.
Por esse motivo, afirmações antigas como “o GPT-4 é o ChatGPT pago” ou “assinar o Plus libera o GPT-4” não representam a situação atual.
Quando o GPT-4 saiu do ChatGPT?
A OpenAI anunciou em 10 de abril de 2025 que o GPT-4 seria retirado do ChatGPT. A mudança entrou em vigor em 30 de abril de 2025, quando o modelo foi substituído pelo GPT-4o.
A própria substituição já se tornou informação histórica. O GPT-4o também foi retirado do ChatGPT em 13 de fevereiro de 2026, junto com outros modelos, conforme a página oficial de modelos descontinuados no ChatGPT.
Hoje, o ChatGPT utiliza modelos mais recentes, incluindo opções das famílias GPT-5.6 e GPT-6, dependendo do plano, da região, do workspace e da etapa de liberação. A página de modelos atuais no ChatGPT é a referência adequada para verificar o seletor vigente.
Linha do tempo do GPT-4
| Data | Acontecimento |
|---|---|
| 14 de março de 2023 | A OpenAI apresenta o GPT-4. |
| 6 de novembro de 2023 | A OpenAI anuncia o GPT-4 Turbo, uma evolução com maior contexto e custo menor. |
| 6 de dezembro de 2024 | Identificadores de GPT-4 Vision em fase de preview são desligados na API. |
| 30 de abril de 2025 | GPT-4 deixa de estar disponível no ChatGPT. |
| 6 de junho de 2025 | Modelos GPT-4 32K são desligados na API. |
| 26 de março de 2026 | gpt-4-0314 e outros snapshots antigos são desligados. |
| 23 de outubro de 2026 | Desligamento programado de gpt-4, gpt-4-0613, GPT-4 Turbo e outros modelos legados relacionados. |
Essa linha do tempo explica por que páginas aparentemente oficiais ou tutoriais antigos podem apresentar orientações incompatíveis. Uma página de lançamento descreve o que existia naquele momento; a página de descontinuações informa o que ainda pode ser utilizado agora.
GPT-4 era multimodal ou somente texto?
As duas descrições aparecem em fontes oficiais porque se referem a superfícies e versões diferentes.
O sistema GPT-4 apresentado em 2023 foi descrito como multimodal: poderia receber texto e imagens e produzir texto. A entrada visual, porém, começou como uma prévia de pesquisa e não estava disponível para todos os usuários e endpoints desde o primeiro dia.
Mais tarde, a OpenAI disponibilizou identificadores específicos para visão, como GPT-4 Vision Preview, e incorporou visão a versões posteriores. Esses endpoints de preview foram desligados em 2024.
Já a página atual do identificador gpt-4 na API documenta somente texto como modalidade de entrada e saída. Portanto, não é correto enviar uma imagem ao endpoint legado gpt-4 e presumir que ele possui todas as capacidades visuais demonstradas na pesquisa original.
Também não é correto concluir que GPT-4 nunca teve visão. A distinção correta é:
- o sistema de pesquisa GPT-4 foi apresentado como multimodal;
- a disponibilidade de imagens dependeu da versão e da superfície;
- o identificador legado
gpt-4documentado atualmente é text-only; - as aplicações atuais devem usar modelos modernos com suporte oficial às modalidades necessárias.
Especificações atuais do modelo gpt-4 na API
Enquanto permanece acessível antes do desligamento programado, a página oficial apresenta as seguintes especificações para gpt-4:
| Item | Informação documentada |
|---|---|
| Status | Deprecated |
| Descrição | Versão antiga de um modelo GPT de alta capacidade |
| Entrada | Texto |
| Saída | Texto |
| Janela de contexto | 8.192 tokens |
| Saída máxima | 8.192 tokens |
| Corte de conhecimento listado | 1º de dezembro de 2023 |
| Preço de entrada | US$ 30 por 1 milhão de tokens |
| Preço de saída | US$ 60 por 1 milhão de tokens |
| Uso principal documentado | Chat Completions |
Esses valores são preços legados de um modelo em processo de desligamento, não uma recomendação de custo para um projeto novo. Modelos atuais oferecem alternativas com diferentes níveis de capacidade, contexto, velocidade, ferramentas e preço.
Uma janela de contexto de 8.192 tokens também não deve ser convertida em um número fixo de páginas. A quantidade de texto varia conforme idioma, formatação, código, tabelas e tokenização.
Qual é a diferença entre GPT-4, GPT-4 Turbo, GPT-4o, GPT-4.1 e GPT-4.5?
O uso do número 4 no nome não significa que todos sejam o mesmo modelo, compartilhem as mesmas capacidades ou permaneçam disponíveis.
| Nome | Relação com o GPT-4 | Situação relevante |
|---|---|---|
| GPT-4 | Modelo original lançado em 2023 | Fora do ChatGPT e com desligamento da API programado |
| GPT-4 32K | Versão com contexto ampliado | Desligada na API em junho de 2025 |
| GPT-4 Vision | Versão de preview com entrada visual | Endpoints de preview desligados em dezembro de 2024 |
| GPT-4 Turbo | Geração posterior, mais barata e com contexto maior | Deprecated e com desligamento programado para outubro de 2026 |
| GPT-4o | Modelo “omni” separado, lançado em 2024 | Substituiu o GPT-4 no ChatGPT, mas também já foi retirado do produto |
| GPT-4.1 | Família posterior otimizada para instruções e programação | Não é apenas outro nome para o GPT-4 original |
| GPT-4.5 | Prévia de pesquisa posterior | Foi descontinuada na API e no ChatGPT |
Ao ler um tutorial, verifique o nome completo do modelo. Uma instrução para gpt-4-turbo, gpt-4o ou gpt-4.1 não descreve necessariamente o funcionamento de gpt-4.
O GPT-4 podia pesquisar na internet?
O modelo GPT-4, isoladamente, não possuía conhecimento em tempo real nem pesquisava a web por conta própria. Navegação dependia de uma ferramenta adicionada pelo ChatGPT ou pelo aplicativo que utilizava a API.
Essa distinção continua importante nos modelos atuais:
- conhecimento do modelo: informação aprendida durante o treinamento;
- pesquisa na web: ferramenta que consulta páginas atuais;
- RAG ou file search: recuperação de trechos em documentos fornecidos;
- conector: acesso autorizado a um serviço externo;
- citação: referência vinculada a uma afirmação, que ainda precisa ser conferida.
Uma aplicação que dizia usar GPT-4 e exibia notícias atuais provavelmente combinava o modelo com uma ferramenta de busca. O recurso não vinha automaticamente do modelo.
O GPT-4 analisava PDFs e arquivos?
GPT-4 podia analisar texto extraído de documentos, mas o upload e o processamento de um PDF dependiam da aplicação.
Um fluxo de documentos pode envolver várias etapas:
- receber o arquivo;
- extrair texto;
- executar OCR em páginas escaneadas;
- separar o conteúdo em partes;
- selecionar trechos relevantes;
- enviar o contexto ao modelo;
- associar a resposta a páginas ou seções;
- validar números, tabelas e citações.
Portanto, “o GPT-4 aceita PDF” era frequentemente uma descrição da interface ou do sistema construído ao redor do modelo. Não significava que o endpoint text-only interpretava sozinho qualquer tipo de arquivo.
O GPT-4 gerava imagens?
Não como capacidade nativa do GPT-4 original. O sistema multimodal recebia imagens e produzia respostas em texto. Geração de imagens no ChatGPT era realizada por modelos e ferramentas separados.
É importante distinguir:
- entender uma imagem: receber a imagem e descrevê-la ou analisá-la;
- gerar uma imagem: criar um novo arquivo visual;
- editar uma imagem: alterar uma imagem fornecida;
- executar OCR: extrair texto presente na imagem.
Uma plataforma podia combinar GPT-4 com um gerador de imagens, mas isso não tornava a geração visual parte do próprio GPT-4.
GPT-4 funciona em português do Brasil?
GPT-4 conseguia compreender e produzir texto em português. A OpenAI também publicou avaliações multilíngues na apresentação original do modelo.
Isso não significa que toda resposta fosse naturalmente adaptada ao português do Brasil. O resultado dependia do prompt, do gênero textual, do vocabulário, do contexto e da revisão.
Para um teste reproduzível de PT-BR, seria necessário registrar:
- model ID exato;
- temperature e limite de saída;
- prompt completo;
- uso de “você”;
- vocabulário brasileiro;
- preservação de nomes, datas e números;
- instruções ignoradas;
- quantidade de revisão necessária.
Como o GPT-4 está sendo desligado, um teste atual deve priorizar os modelos disponíveis que realmente poderão permanecer no fluxo de trabalho.
GPT-4 é open source?
Não. A OpenAI publicou um relatório técnico, uma página de pesquisa e materiais de segurança, mas não publicou os pesos do GPT-4 nem o código completo necessário para reproduzir o modelo.
Acesso por API também não significa código aberto. A API permite enviar solicitações a um modelo hospedado pela OpenAI, sem transferir ao usuário os pesos ou o controle da infraestrutura.
A OpenAI não divulgou oficialmente vários detalhes internos do GPT-4, como número total de parâmetros, arquitetura completa, conjunto integral de treinamento e custo exato do treinamento. Estimativas de terceiros não devem ser apresentadas como especificações oficiais.
Ainda é possível acessar GPT-4?
No ChatGPT
Não. O GPT-4 original não aparece no seletor atual do ChatGPT e não é desbloqueado por uma assinatura Plus, Pro, Business ou Enterprise.
Na OpenAI API
O acesso legado ainda pode funcionar para organizações autorizadas até a data de desligamento de 23 de outubro de 2026. A disponibilidade pode depender da conta, do histórico de uso e das regras aplicadas pela plataforma.
Não espere a data final para testar a migração. Depois do desligamento, solicitações aos identificadores removidos deixam de ser processadas.
Em aplicativos de terceiros
Um aplicativo pode continuar mostrando “GPT-4” como nome comercial mesmo depois de mudar o modelo usado nos bastidores. A única maneira segura de confirmar é verificar:
- a documentação atual do fornecedor;
- o model ID enviado à API;
- os metadados da resposta;
- logs de solicitações;
- o contrato ou painel administrativo;
- a política de roteamento automático de modelos.
Expressões como “tecnologia GPT-4”, “nível GPT-4” ou “powered by GPT” não comprovam que a solicitação foi processada pelo identificador oficial gpt-4.
Vale a pena iniciar um projeto novo com GPT-4?
Não. Existem três razões objetivas:
- O modelo está Deprecated: ele não recebe o mesmo foco de evolução dos modelos atuais.
- Existe uma data de desligamento: o aplicativo precisaria ser migrado em poucos dias.
- Há opções atuais: modelos mais recentes oferecem ferramentas, contexto, multimodalidade, desempenho e preços diferentes.
O GPT-4 só deve aparecer em um projeto atual como dependência legada a ser removida, não como base de uma nova arquitetura.
Qual modelo usar no lugar do GPT-4?
A tabela de descontinuação da OpenAI recomenda gpt-5.6-sol como substituto para gpt-4 e gpt-4-0613. Essa é a referência inicial para uma migração direta, mas não elimina a necessidade de avaliação.
Para um projeto novo, o catálogo atual de modelos da OpenAI orienta a escolha entre opções mais recentes:
| Necessidade | Opção atual sugerida no catálogo | Quando avaliar |
|---|---|---|
| Maior capacidade para trabalho complexo | GPT-6 Astra | Raciocínio difícil, programação e tarefas de alta exigência |
| Equilíbrio entre capacidade e custo | GPT-6.1 Sol | Aplicações gerais que precisam de boa qualidade com custo menor |
| Alto volume e custo reduzido | GPT-6 Luna | Classificação, extração e fluxos focados em grande escala |
| Substituição explicitamente indicada para GPT-4 | GPT-5.6 Sol | Migração que começa pela recomendação da tabela de depreciação |
Não escolha apenas pelo nome mais novo. Compare:
- qualidade na sua tarefa;
- latência;
- preço de entrada e saída;
- tamanho do contexto;
- modalidades necessárias;
- suporte a ferramentas;
- Structured Outputs;
- function calling;
- estabilidade dos resultados;
- prazo esperado de suporte.
O modelo recomendado pela página de descontinuação não deve ser tratado como substituto perfeito e automático. Prompts, recusas, formato, uso de ferramentas, comprimento da resposta e custo podem mudar.
Como migrar uma aplicação que usa GPT-4
- Localize todas as chamadas: procure por
gpt-4, snapshots, aliases e modelos fine-tuned relacionados. - Registre o comportamento atual: salve prompts, parâmetros, schemas, ferramentas e exemplos reais de entrada e saída.
- Crie um conjunto de avaliação: inclua tarefas frequentes, casos difíceis, entradas longas, erros conhecidos e situações de segurança.
- Escolha candidatos atuais: comece pelo substituto oficial e compare com opções mais recentes adequadas à tarefa.
- Teste lado a lado: compare precisão, formato, latência, custo, recusas e necessidade de correção.
- Revise respostas estruturadas: valide JSON, schemas, campos obrigatórios, tipos e tratamento de valores ausentes.
- Revise ferramentas: confira function calling, nomes de funções, argumentos, resultados e aprovações.
- Atualize o endpoint quando fizer sentido: a OpenAI recomenda a Responses API para projetos novos.
- Atualize o tratamento da resposta: Responses usa Items e o helper
output_text, não somentechoices[0].message.content. - Teste streaming e erros: eventos, limites, timeouts e mensagens de erro podem mudar.
- Faça rollout gradual: envie uma porcentagem pequena do tráfego ao modelo novo antes de ampliar.
- Mantenha rollback: preserve uma configuração anterior enquanto valida a nova versão.
- Monitore depois da troca: acompanhe custo, latência, taxa de erro, correções e feedback dos usuários.
- Remova a dependência legada: conclua a migração antes do desligamento do GPT-4.
A migração deve testar o comportamento completo do aplicativo. Trocar apenas o texto gpt-4 por outro model ID pode gerar mudanças silenciosas em formato, tamanho da resposta, uso de ferramentas e custo.
Exemplo atualizado com a Responses API
O exemplo abaixo usa o substituto indicado na tabela de descontinuação. Ele não prova que esse modelo seja o melhor para toda aplicação; execute avaliações antes do rollout.
from openai import OpenAI
client = OpenAI()
response = client.responses.create(
model="gpt-5.6-sol",
instructions=(
"Responda em português do Brasil. "
"Não invente informações ausentes."
),
input="Resuma os principais riscos desta política em cinco pontos.",
)
print(response.output_text)
Antes de executar o código:
- instale ou atualize o SDK oficial
openai; - configure
OPENAI_API_KEYno ambiente; - confirme que sua conta possui acesso ao modelo escolhido;
- não exponha a chave no código, navegador, repositório ou captura de tela;
- registre erros e uso de tokens;
- valide a saída antes de utilizá-la em produção.
O guia oficial para migrar para a Responses API explica as diferenças em mensagens, Items, estado, function calling, Structured Outputs e streaming.
Como avaliar se a migração funcionou
| Critério | O que medir |
|---|---|
| Precisão | Erros factuais, campos incorretos e afirmações sem apoio |
| Instruções | Regras ignoradas, tom, formato e restrições |
| Formato estruturado | JSON válido, schema, tipos, chaves e valores ausentes |
| Ferramentas | Funções chamadas, argumentos, resultados e falhas |
| Programação | Testes aprovados, regressões e vulnerabilidades |
| Latência | Tempo até o primeiro token e tempo total |
| Custo | Entrada, cache, saída, ferramentas e novas tentativas |
| Estabilidade | Variação entre execuções semelhantes |
| Segurança | Recusas, exposição de dados e execução de ações sensíveis |
| Experiência do usuário | Correções, abandono, satisfação e tickets de suporte |
Use tarefas reais e anonimizadas. Uma comparação feita somente com perguntas genéricas pode não detectar problemas em contratos, tabelas, código, conteúdo em PT-BR ou integrações com ferramentas.
Principais limitações do GPT-4
A própria OpenAI afirmou no lançamento que o GPT-4 não era totalmente confiável. O modelo podia inventar fatos, cometer erros de raciocínio e aceitar premissas falsas fornecidas pelo usuário.
Entre as limitações práticas estavam:
- alucinações e citações inexistentes;
- conhecimento desatualizado sem ferramenta de pesquisa;
- erros em cálculos e lógica;
- código plausível, mas incorreto ou vulnerável;
- dificuldade em revisar espontaneamente a própria resposta;
- sensibilidade à formulação do prompt;
- perda de detalhes em contextos extensos;
- vieses presentes nos dados e no processo de treinamento;
- excesso de confiança em respostas erradas.
Benchmarks históricos que mostraram melhorias sobre o GPT-3.5 não anulavam essas limitações e não devem ser usados para comparar o GPT-4 diretamente com modelos atuais treinados e avaliados de outra forma.
Quando uma resposta precisa de revisão especializada
GPT-4 nunca deveria ter sido tratado como autoridade final em tarefas de alto impacto. A mesma regra vale para seus substitutos.
Exija fonte primária e revisão profissional em áreas como:
- diagnóstico, tratamento e informações médicas;
- contratos, processos e orientação jurídica;
- investimentos, crédito e decisões financeiras;
- engenharia e sistemas críticos;
- imigração e documentação oficial;
- segurança da informação;
- contratação, avaliação educacional e decisões que afetam direitos;
- código que controla pagamentos, dados sensíveis ou infraestrutura.
O papel adequado do modelo pode ser preparar uma primeira versão, organizar informações ou apontar perguntas. A decisão final deve permanecer com uma pessoa qualificada.
Privacidade depende do produto usado, não do nome GPT-4
Não existe uma única regra de privacidade chamada “política do GPT-4”. O tratamento de dados depende da superfície:
- conta pessoal do ChatGPT;
- ChatGPT Business ou Enterprise;
- OpenAI API;
- aplicativo de terceiro que envia dados à OpenAI;
- provedor que usa outro modelo por trás da interface.
Uma ferramenta externa que afirma usar GPT-4 pode armazenar prompts, documentos e resultados segundo a própria política. A política da OpenAI não substitui a política do fornecedor responsável pela interface.
Antes de enviar dados sensíveis:
- confirme quem opera a ferramenta;
- verifique qual modelo é usado;
- revise retenção e treinamento;
- remova dados pessoais desnecessários;
- use uma conta empresarial aprovada quando necessário;
- revise conectores, logs e permissões;
- não presuma conformidade automática com a LGPD.
O que fazer agora
Se você é usuário do ChatGPT
Não procure GPT-4 no seletor nem assine um plano esperando desbloqueá-lo. Consulte a página dos modelos atuais e escolha a opção adequada ao seu plano e à sua tarefa.
Se você encontrou um site que promete GPT-4
Confirme o fornecedor, o model ID, a data da página, a política de dados e a forma como o modelo é roteado. Não envie documentos confidenciais a uma ferramenta não verificada.
Se sua aplicação usa a API
Trate a migração como urgente. Inventarie as chamadas, escolha um candidato atual, construa avaliações, teste o endpoint novo, faça rollout gradual e conclua a troca antes de 23 de outubro de 2026.
Se você está começando um projeto
Não comece com GPT-4. Use o catálogo atual da OpenAI e selecione o modelo com base em qualidade, custo, velocidade, contexto, ferramentas, modalidades e duração esperada do projeto.
O GPT-4 continua relevante para entender a evolução dos modelos de linguagem e para identificar dependências antigas. Para uso prático, porém, ele deixou de ser uma escolha de futuro: saiu do ChatGPT, está marcado como Deprecated e possui desligamento da API programado.

